Implementação de sistemas fotovoltaicos em comunidades isoladas: Reflexões sobre entraves encontrados

Resumo

Este artigo apresenta um estudo que tem por objetivo identificar e caracterizar os principais entraves encontrados no processo de implementação de sistemas solares fotovoltaicos domiciliares em uma pequena comunidade isolada dentro da Mata Atlântica, no sul do Estado de São Paulo. Os sistemas atendem à especificação SIGFI 13, baseados em uma resolução da Aneel – Agência Nacional de Energia Elétrica – que trata da qualidade dos Sistemas Individuais de Geração com Fontes Intermitentes, que garantem a disponibilização de 13 kW horas mensais, em corrente alternada, na tensão e na frequência nominais da região. O método baseia-se no estudo de barreiras encontradas por diferentes autores, em experiências semelhantes, em diversas regiões no Brasil e em outros países e, também, nas barreiras percebidas pelos autores neste estudo de caso. Foram identificadas barreiras inerentes à comunidade (dificuldades geográficas, institucionais e decorrentes de falta de acesso a serviços essenciais) e barreiras causadas por ela, ou decorrentes da integração de nova tecnologia no local (barreiras culturais, sociais, psicológicas, econômicas, de organização ou causadas por expectativas geradas). Esta pesquisa conclui que o processo social de eletrificação rural através de tecnologia fotovoltaica deve levar em consideração a vivência coletiva dos moradores de cada comunidade. E, também, a partir da identificação das barreiras, oferece informações e recomendações que podem ser úteis para ações e programas de eletrificação rural com vistas à inclusão social.

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Autores: Tina Bimestre Selles Ribeiro, Roberto Zilles, Rosaura de Menezes Selles Ribeiro, Fernando Selles Ribeiro

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