A inserção do Brasil na Nova Ordem Internacional: uma nova ordem energética mundial?

Este trabalho examina, para o período 1971­1990, o uso de energia na economia brasileira à luz de modificações recentes na economia mundial e na Ordem Internacional. Para isso, são feitas comparações entre as intensidades energéticas de alguns países e o Brasil, ressaltando­se, no entanto, que para economias como um todo esses indicadores não detêm a capacidade de caracterizar, de maneira inequívoca, a eficiência no uso de energia por parte dos países. Assim, optou­se por focalizar, especificamente, os padrões de uso de energia pela Indústria de Transformação brasileira lançando­se mão, para isso, do método de decomposição do Divisia Index. Conclui­se que grande parte da intensificação energética desse Ramo da Indústria pode ser atribuível a mudanças na estrutura dessa, que ao longo das duas últimas décadas vêm acentuando sua concentração naquelas atividades mais energo­intensivas. Tal tendência parece deixar bem claro que, se políticas industriais e energéticas deliberadas não forem feitas em contrário, a perpetuação da atual inserção da economia brasileira na Nova Ordem Mundial só virá por agravar o quadro de desenvolvimento econômico do país.

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Autores: Gionani Vitória Machado, Roberto Schaeffer

Efeito Radioativo das Emissões de Gases de Efeito Estufa por parte de Automóveis no Brasil

Este trabalho examina o impacto direto e indireto no aquecimento global considerando­se a utilização da gasolina e do álcool combustível em automóveis e veículos comerciais leves no Brasil. A fim de se alcançar este objetivo, quantificam­se aqui as emissões de CO2, CO, HC’s e NOx em unidades de CO2 ­ equivalente para os horizontes de tempo de 20, 1.00 e 500 anos. Os resultados mostram que, ao considerarmos a utilização da gasolina em automóveis e veículos comerciais leves, o efeito de aquecimento indireto para o horizonte de tempo de 20 anos é aproximadamente 47 % do aquecimento total, decaindo para 23 % e 14% para os horizontes de tempo de 100 e 500 anos, respectivamente. No caso da utilização do álcool combustível, considerando­se que as emissões líquidas de CO2 são negligenciáveis, e considerando­se também que as emissões de CO e HC’s são transformadas em CO2 e H20 na atmosfera, o efeito de aquecimento indireto é devido exclusivamente às emissões de NOx, totalizando 100% do aquecimento total. Considerando­se ambos, gasolina e álcool como combustíveis utilizados nos automóveis e veículos comerciai s leves no Brasil, a divisão do aquecimento indireto no aquecimento total iguala­se a 53 % para um horizonte de 20 anos, decaindo para 27% e 1 6% para os horizontes de tempo de 100 e 500 anos, respectivamente.

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Autores: Luiz Adalberto Barbosa Uria, Roberto Schaeffer

O potencial de consumo de gás natural pelo setor industrial no Brasil

Este artigo discute o potencial de consumo de gás natural pelo Setor Industrial no Brasil para o período 1998­2010. A avaliação do consumo é realizada através de um modelo analítico de previsão baseado em três vetores: indicadores de consumo específico de energia por tipo de uso final (força motriz, calor de processo, aquecimento direto, iluminação, eletroquímica e outros), projeções de produção física dos diversos subsetores da Indústria do país, e coeficientes de substituição inter combustíveis para o gás natural. Como parâmetro de comparação, propõem­se três hipóteses de consumo de gás natural: crescimento vegetativo sem substituição inter combustíveis (opção ”zero”); crescimento com substituição inter combustíveis, equiparando­se o consumo relativo da indústria brasileira ao consumo médio da indústria dos países da OCDE ­ União Européia (opção “OCDE­EU”); e crescimento com substituição total inter combustíveis, ou seja, uso do gás natural sempre que tecnicamente possível (opção “total”). Os resultados encontrados demonstram que o consumo para as hipóteses opção zero, opção OCDE­EU e opção total atingem um volume de aproximadamente 11,6, 51,6 e 165,4 milhões de Nm 3 /dia em 2010, respectivamente.

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Autores: Paulo Marcelo de Figueiredo Montes, Roberto Schaeffer

Elementos para elaboração de uma tipologia de indicadores de qualidade integrando as indústrias de rede

Analisa-­se a evolução do conceito de qualidade, destacando-­se o tratamento atual deste tema no contexto de um processo estratégico de gestão, com foco nos resultados para os clientes . Tais resultados são denominados “resoluto”. Analisa-­se tal problemática no caso da indústria de eletricidade, onde revela­-se a existência de um “pós-­serviço”, com características completamente distintas das dos serviços tradicionais. Sugere­-se uma tipologia industrial da qualidade, com base nos componentes do “resoluto”, no caso, produtos, serviços e pós-­serviços. Conclui­se pela necessidade de avanços analíticos qualitativos e quantitativos, em particular relacionados às indústrias de “pós-­serviço”, visando elaborar “resolutos” mais precisos e representativos das interorganizações a elas pertencentes.

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Autores: Valcir dos Reis Soares, Roberto Schaeffer, Nilo Koscheck das Chagas

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