Potencial de geração de energia elétrica nas usinas de açucar e álcool brasileira, através de gaseificação da cana e emprego de turbinas a gás

O Brasil tornou­se, a partir de 1975, o primeiro país no mundo a implementar, em grande escala comercial, um programa visando a utilização da biomassa como fonte de energia. O Programa Nacional do Álcool (Proálcool) criado em meio à crise gerada pelo primeiro choque do petróleo, serviu também, além de sua finalidade oficial de substituição de gasolina em carros de passeio, para amenizar os efeitos de uma crise no setor do açúcar, decorrente da queda de suas cotações no mercado mundial. Com a acentuação da crise energética no segundo choque do petróleo, a escassez de divisas para pagamentos dos compromissos externos do país e um generoso subsídio concedido ao comprador de um automóvel movido a álcool, o Proálcool conheceu um imenso sucesso.

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Autores: David Zylberstajn, Suani Teixeira Coelho

O uso de carvão vegetal na indústria siderúrgica brasileira e o impacto sobre as mudanças climáticas

A madeira é fonte importante de energia para o Brasil, representa 12,9% da oferta total de energia, a mesma participação que a energia hídrica e a energia proveniente de cana-de-açúcar. Embora o consumo de madeira viesse caindo até meados dos anos 90, a partir 1998 o consumo de combustíveis de madeira começou a crescer, impulsionado pelo aumento da produção de carvão vegetal, que está diretamente relacionado à produção siderúrgica. O rápido crescimento da demanda por carvão vegetal gerou pressão sobre florestas nativas, provocando desmatamento e conseqüentemente emissão de gases de efeito estufa. Estima-se que em 2005 foram desmatados ilegalmente 245 mil hectares e emitidas 72 milhões de toneladas de gás carbônico devido ao uso de carvão vegetal na indústria siderúrgica. O aumento da fiscalização e do controle sobre a produção e o transporte de carvão vegetal e a melhoria do planejamento do setor madeireiro reduziriam a pressão sobre as florestas nativas e ajudariam o Brasil a evitar emissões de gases de efeito estufa colaborando assim para a redução dos efeitos das mudanças climáticas.

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Autores: Alexandre Uhlig, José Goldemberg, Suani Teixeira Coelho

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Estudo comparativo para tratamento de resíduos sólidos urbanos: Aterros sanitários X Incineração

Este artigo tem como objetivo apresentar um estudo comparativo da geração de energia elétrica e emissões de gases do efeito estufa a partir de aterros sanitários e usinas de incineração de resíduos sólidos urbanos (RSU). É apresentado um panorama do tratamento e disposição de lixo no Brasil e no município de São Paulo, local escolhido como cenário para a elaboração do estudo. São apresentadas as duas tecnologias a serem estudadas e suas premissas básicas para geração de energia elétrica e emissões de gás carbônico. O estudo de caso mostra as vantagens e desvantagens técnicas da aplicação de cada tecnologia. A geração de energia elétrica e conseqüentes emissões de CO2 são maiores na opção de incineração. No entanto, esta tecnologia apresenta maiores vantagens econômicas com relação ao custo de administração pública dos RSU, devendo-se aprofundar os estudos em torno desta tecnologia no que diz respeito aos seus impactos ambientais. Por fim, são apontados caminhos para a continuidade do desenvolvimento deste tema.

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Autores: André de Carvalho Paro, Fernando Cörner da Costa, Suani Teixeira Coelho

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