ARMAZENAMENTO EM CULTURAS ENERGÉTICAS: SOLUÇÃO PARA A IMPREVISIBILIDADE DA GERAÇÃO HIDRELÉTRICA

Devido à falta de armazenamento energético nas novas usinas hidrelétricas na região amazônica, usinas termelétricas serão necessárias para gerar eletricidade durante o período seco (maio – outubro). A geração elétrica com base na biomassa, especialmente eucalipto, pode ser usada para substituir o gás natural liquefeito usado para gerar eletricidade durante a estação seca e como geração de emergência durante anos secos no Brasil. Este artigo apresenta um novo esquema de geração elétrica chamado “Armazenamento em Culturas Energéticas”. Neste esquema, durante um ano úmido, a termeletricidade não é necessária durante o período úmido, então parte da plantação de eucalipto não é consumida permitindo que a plantação continue crescendo. Durante anos secos, a biomassa é consumida com mais intensidade para gerar termeletricidade durante todo o ano. Isto consumirá a biomassa que não foi utilizada posteriormente. O objetivo do esquema de armazenamento é diminuir a quantidade de área necessária para a plantação de eucalipto e remover a necessidade de estocagem de madeira. Ao invés de cortar as arvores de eucalipto depois de 5 anos e criar estoques para armazenar as madeiras, a idade de corte do cultivo de eucalipto teria uma flexibilidade de 4 a 8 anos, dependendo da necessidade de geração térmica do país. Permitindo assim que a madeira seja armazenada na própria plantação. Estima-se a necessidade de geração de 10 GW de eucalipto com Armazenamento em Culturas de Energia para complementar o excesso de geração hidrelétrica durante o período chuvoso na Amazônia nos próximos 10 anos. O esquema de Armazenamento em Culturas Energéticas tem o potencial de aumentar o armazenamento energético do Brasil em 49,5%, ou seja 145 GWmed. Em um ano com baixa disponibilidade hídrica, este regime seria capaz de gerar 48 GWmed adicionais durante o período úmido, proveniente da biomassa armazenada. Seriam necessários 3 anos secos consecutivos para utilizar toda a biomassa armazenada nas culturas energéticas. A área plantada necessária para prestar o serviço energético acima é de 2,7 milhões de hectares, o que representa 36.8% do plantio de eucalipto já existente no Brasil. O artigo conclui que o gás natural é um investimento de risco no Brasil porque, se houver vários anos chuvosos consecutivos, a infraestrutura cara dedicada à geração de eletricidade com base a gás natural permanecerá sem uso. A plantação de biomassa, por outro lado, é um investimento flexível que pode variar de acordo com a necessidade de geração.

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Autores: Julian David Hunt (julian.hunt@ppe.ufrj.br), Marcos Aurélio Vasconcelos de Freitas, Amaro Olímpio Pereira Junior

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Contribuições do biodiesel obtido da gordura bovina na matriz energética do Estado de Mato Grosso

Mato Grosso apresenta abundância de recursos naturais, mas enfrenta desafios na questão energética. Um avanço na matriz energética é possível, a médio prazo, se forem aproveitadas oportunidades claras de fontes renováveis. A utilização de biodiesel em motores diesel e a consequente substituição de combustível fóssil introduzem grandes benefícios econômicos, sociais e ambientais, especialmente nas regiões­pólos de produção de biomassas no Estado – oleaginosas da soja e algodão e gordura animal. Este trabalho apresenta uma análise das possibilidades de oferta de biodiesel obtido a partir da gordura bovina (sebo), considerando os potenciais das mesorregiões de Mato Grosso, que vem também auxiliar no planejamento da expansão da oferta de biocombustível produzido localmente.

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Autores: Ivo Leandro Dorileo

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O uso de carvão vegetal na indústria siderúrgica brasileira e o impacto sobre as mudanças climáticas

A madeira é fonte importante de energia para o Brasil, representa 12,9% da oferta total de energia, a mesma participação que a energia hídrica e a energia proveniente de cana-de-açúcar. Embora o consumo de madeira viesse caindo até meados dos anos 90, a partir 1998 o consumo de combustíveis de madeira começou a crescer, impulsionado pelo aumento da produção de carvão vegetal, que está diretamente relacionado à produção siderúrgica. O rápido crescimento da demanda por carvão vegetal gerou pressão sobre florestas nativas, provocando desmatamento e conseqüentemente emissão de gases de efeito estufa. Estima-se que em 2005 foram desmatados ilegalmente 245 mil hectares e emitidas 72 milhões de toneladas de gás carbônico devido ao uso de carvão vegetal na indústria siderúrgica. O aumento da fiscalização e do controle sobre a produção e o transporte de carvão vegetal e a melhoria do planejamento do setor madeireiro reduziriam a pressão sobre as florestas nativas e ajudariam o Brasil a evitar emissões de gases de efeito estufa colaborando assim para a redução dos efeitos das mudanças climáticas.

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Autores: Alexandre Uhlig, José Goldemberg, Suani Teixeira Coelho

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A sustentabilidade ambiental de uma planta piloto para fabricação de biodiesel a partir de óleo de fritura estudo de caso: UNB/FGA (Gama-DF)

Considerando os esforços do governo brasileiro e de seus pesquisadores para exploração de novas alternativas de energia renovável, como os biocombustíveis, e considerando as metodologias existentes de produção de biodiesel, incluindo os processos de lavagem deste, o qual consome grande quantidade de água tratada, a Universidade de Brasília/FGA/Gama instalou em 2010 uma planta-piloto de produção de biodiesel. A planta-piloto utiliza como matéria-prima o óleo de fritura coletado em residências, restaurantes e lanchonetes da região, evitando que este óleo continue sendo lançado ao esgoto in natura. Dessa forma, este projeto visa a realização de pesquisas acadêmicas e o beneficiamento da comunidade da cidade de Gama/DF. O presente trabalho teve o objetivo de realizar estudos preliminares da metodologia e da água para a produção do biodiesel, a fim de confirmar a redução de custos da Universidade com combustíveis, contribuir para redução do lançamento de óleos ao esgoto e do uso de destiladores para a água que irá lavar o biodiesel produzido, reduzindo também o consumo energético da planta.

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Autores: Glécia Virgolino da Silva, Pilar Hidalgo Falla, Yovanka Pérez Ginoris, Alessandro Borges de S. Oliveira, Marcos Antônio dos S. Alves

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Bioóleo: Uma alternativa para valorização energética da biomassa

A produção de combustíveis líquidos a partir de biomassa é um dos meios mais eficientes de conversão energética, pois além de promover uma concentração de energia há ainda vantagens econômicas e operacionais devido às suas condições de armazenamento e transporte e vantagens ecológicas por tratar-se de um combustível renovável. Assim a pirólise rápida é alvo de várias pesquisas no mundo para a produção de bioóleos que possam enriquecer a oferta de energia. Contudo o bioóleo apresenta propriedades heterogêneas em função das características da biomassa e das condições dos processos de pirólise. O presente trabalho visa avaliar o estado da arte da produção de bioóleo, suas propriedades e suas principais formas de uso energético.

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Autores: Thiago Oliveira Rodrigues, Patrick Rousset, Ailton Teixeira do Vale, François Broust

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