O uso de carvão vegetal na indústria siderúrgica brasileira e o impacto sobre as mudanças climáticas

A madeira é fonte importante de energia para o Brasil, representa 12,9% da oferta total de energia, a mesma participação que a energia hídrica e a energia proveniente de cana-de-açúcar. Embora o consumo de madeira viesse caindo até meados dos anos 90, a partir 1998 o consumo de combustíveis de madeira começou a crescer, impulsionado pelo aumento da produção de carvão vegetal, que está diretamente relacionado à produção siderúrgica. O rápido crescimento da demanda por carvão vegetal gerou pressão sobre florestas nativas, provocando desmatamento e conseqüentemente emissão de gases de efeito estufa. Estima-se que em 2005 foram desmatados ilegalmente 245 mil hectares e emitidas 72 milhões de toneladas de gás carbônico devido ao uso de carvão vegetal na indústria siderúrgica. O aumento da fiscalização e do controle sobre a produção e o transporte de carvão vegetal e a melhoria do planejamento do setor madeireiro reduziriam a pressão sobre as florestas nativas e ajudariam o Brasil a evitar emissões de gases de efeito estufa colaborando assim para a redução dos efeitos das mudanças climáticas.

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Autores: Alexandre Uhlig, José Goldemberg, Suani Teixeira Coelho

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Briquetes: alternativa energética e ecológica no combate ao apagão da caatinga

A população e os setores econômicos e energéticos das Unidades da Federação incluídos no Semiárido nordestino ainda dependem de forma significativa, em pleno século 21, dos recursos florestais extraídos do Bioma da Caatinga para o seu desenvolvimento. O Relatório Técnico do Ministério do Meio Ambiente (2011) denuncia que, metade da cobertura vegetal do Bioma da Caatinga está devastada e esta destruição deve-se, principalmente, a produção de lenha e carvão vegetal para abastecer siderúrgicas de Minas Gerais e Espírito Santo, indústrias de gesso e cerâmica do semiárido e o crescente uso nos engenhos de rapadura, fábricas de doces, fogões domésticos, etc. O Relatório ressalta ainda que, durante o período de 2002 a 2008 foram devastados 16.576 km² da Caatinga. Pernambuco ocupa o 4º lugar no Nordeste e o Município de Serra Talhada apresenta um dos maiores índices de desflorestamento, ou seja, 4,1% da área de 122 km² do Bioma. Os indicativos revelam uma perda de 45,39% da vegetação natural da Caatinga durante o período da pesquisa. Neste contexto, ganha destaque os briquetes por representarem uma opção no uso de resíduos vegetais – bagaço de cana-de-açúcar, fibra de coco, pó de serra, etc. como fonte energética.

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Autores: Simone M. da Silva, Inaldo G. de Menezes, Leocádia T. C. Beltrame, Lohanne L. M. de Souza

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