Gestão da energia elétrica Bases para uma política pública municipal

O tema deste artigo é identificar conceitos e estabelecer diretrizes que possam servir de bases para uma política pública de gestão da energia elétrica no âmbito da administração pública municipal. Este texto aborda os estudos teóricos e pesquisas sobre o uso eficiente da energia elétrica em serviços públicos em cidades de diferentes países e analisa os resultados da aplicação de modelos que vão sucessivamente se aprimorando à realidade de municípios da região metropolitana de São Paulo. Conclui que cabe à municipalidade um papel muito mais relevante que o de um mero consumidor institucional de eletricidade, propondo bases para uma intervenção na realidade do município.

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Autores: Luiz Fernando Kurahassi, Fernando Selles Ribeiro, Marco Antonio Saidel, André Luiz Veiga Gimenes

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Avaliação Da Economia De Energia, Atribuída A Ações De Etiquetagem Energética, Em Motores De Indução No Brasil

Desde 1995 o Brasil tem implementado o programa de etiquetagem energética Selo PROCEL para estimular os fabricantes a aumentarem a eficiência de muitos eletrodomésticos e equipamentos. Em 2003 os motores de indução começaram a receber o Selo PROCEL o que ajudou a ampliar a eficiência desses equipamentos devido aos limites de eficiência estabelecidos pelo programa de etiquetagem. Este trabalho apresenta o desenvolvimento de um modelo para calcular os impactos energéticos (economia de energia e redução de demanda de ponta) obtidos por ações de etiquetagem energética, no caso do presente estudo, pelo uso de motores com o Selo PROCEL. O modelo desenvolvido faz o uso de informações de vendas e de uma função de descarte para as estimativas do parque de motores. Aproximações quanto aos efeitos do carregamento e degradação de desempenho dos motores ao longo da vida útil são consideradas nos cálculos do consumo.

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Autores: Rafael Balbino Cardoso, Luiz Augusto Horta Nogueira, Edson da Costa Bortoni, Jamil Haddad, Edson Palhares de Souza

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Os Segmentos Industriais Energo-Intensivos De Maiores Potenciais Técnicos De Conservação De Energia No Brasil

O Brasil já possui uma experiência considerável na implantação de programas de conservação de energia, mais no que diz respeito à energia elétrica do que energia térmica. As iniciativas referentes ao setor industrial, no entanto, sobretudo as envolvendo os segmentos energo-intensivos, têm apresentado resultados bastante modestos, quando comparados com as experiências internacionais. Este artigo visa contribuir para avanços nesta área, apresentando resultados de cálculos de potenciais técnicos de conservação de energia efetuados pelo Núcleo Interdisciplinar de Planejamento Energético da Universidade Estadual de Campinas, para os segmentos energo-intensivos da indústria brasileira. Após comparações com potencias de conservação encontrados na literatura técnica consultada, são destacados os segmentos industriais com maiores potenciais de conservação.

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Autores: Sergio Valdir Bajay, Filipe Debonzi Gorla, Orlando Frederico José Godoy Bordoni

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Aplicabilidade Das Leis E Normas Do Setor Elétrico Brasileiro Nos Estados Da Amazônia Ocidental Com Respeito Às Exigências Da Eficiência Energética

Preocupações com a eficiência energética (EE) se aceleraram, no Brasil, a partir da crise no abastecimento de eletricidade enfrentada em 2001, decorrente do desequilíbrio entre demanda e oferta, historicamente deflagrador das crises do setor. Algumas medidas legais foram tomadas buscando o uso eficiente dos recursos e a garantia do acesso à energia como requisito básico de cidadania, mas as ações têm perdido o foco e a eficiência em meio a interesses mais imediatos. Ainda que as leis sejam de boa qualidade e eivadas das boas intenções de seus formuladores, não mudarão a realidade como num passe de mágica, principalmente quando essa realidade é tão diversificada como é o caso do Brasil. A evidência do exposto pode ser demonstrada, pois, apesar do isolamento geográfico dos estados da Amazônia ocidental brasileira, as grandes distâncias e a predominância de termelétricas que utilizam intensamente os combustíveis fósseis, as políticas são elaboradas considerando o país como um todo homogêneo. À Amazônia ocidental, isolada eletricamente, cabem as mesmas regras e metas planejadas para o sistema elétrico interligado, o que contribui para a ineficiência na aplicação dos recursos destinados aos programas de EE. Conseqüentemente, a aplicabilidade da Legislação do Setor Elétrico, no Amazonas, se mostra inadequada, pois na imensidão despovoada, as soluções não passam, simplesmente, por tecnologias modernas onde nem as tradicionais têm lugar. Aqui, nas palafitas e em barrancos à beira dos rios, não existe a demanda de consumo das grandes cidades e o espaço não se molda no curto prazo. Há que se ter a paciência do caboclo e a perseverança do índio, o que não condiz com interesses políticos imediatistas, razão porque os esforços para incluir os excluídos se defrontam com dificuldades imensuráveis. Os centros urbanos se constituem no pólo dos “sonhos” e do consumo das populações migrantes, com isso a capital do estado se desfigura tornando impossível, mesmo sob imposição da lei, reduzir o consumo de eletricidade no estrato social de baixa renda. Não caberia, neste artigo, o estudo de todo o arcabouço legal do setor elétrico no Brasil, daí porque serão destacados alguns dispositivos de crucial importância para os problemas ambientais e sociais do estado do Amazonas. O objetivo é criar um fórum de discussão sobre a prática de tratar como iguais, regiões de profundas diversidades, confrontando os princípios norteadores do planejamento moderno (Bottom-up) que interrelaciona estrutura tecnológica (recursos naturais, ambiente e economia) e uso de energia para romper com paradigmas de um modelo que trata a energia como mercadoria ou escora de dependência social. Neste artigo, além da legislação específica, estará inserido também, o Programa de Universalização dos serviços de energia elétrica no Amazonas, contando ainda com a análise dos resultados de experiências realizadas no âmbito de projetos de EE desenvolvidos pela Universidade Federal do Amazonas e que escancaram as contradições aqui expostas.

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Autores: Ilsa Maria Honório de Valois Coelho, Elizabeth Ferreira Cartaxo

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Análise da Aplicação da Etiquetagem de Eficiência Energética de Edificações em Empreendimentos Hoteleiros

A maioria das edificações brasileiras possui baixo desempenho energético, pois elas sempre receberam pouca (ou nenhuma) atenção quanto à eficiência energética. O intenso uso da energia elétrica com sistemas de climatização e iluminação para atendimento das condições de conforto dos ocupantes é um dos principais aspectos observados. Em 2009, perspectivas de mudanças nesse cenário surgiram por iniciativa do Governo Federal, que instituiu a regulamentação necessária para a etiquetagem de eficiência energética de edificações, ampliando o Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE), que até então abrangia somente máquinas e equipamentos. O objetivo deste artigo é analisar a aplicação da nova regulamentação de eficiência energética de edificações no segmento hoteleiro, no qual predominam as empresas de pequeno porte, buscando destacar as barreiras e as oportunidades que giram em torno da possibilidade de etiquetagem. Os hotéis têm sido alvo de grandes investimentos por serem os pilares da preparação do Brasil para receber os turistas durante a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Considerando a necessidade de desenvolvimento de metodologias específicas para os meios de hospedagem, atrelada à escassez de informações sobre o uso da energia em pequenas empresas, este artigo faz parte de uma série de pesquisas promovidas no âmbito do Convênio Sebrae/RJ – Procel. Como resultado, tem-se uma análise global da aplicação da etiquetagem do nível de eficiência energética em edificações hoteleiras, organizada em torno de duas perspectivas: do ambiente externo (oportunidades e ameaças) e do ambiente interno (forças e fraquezas).

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Autores: Myrthes Marcele Farias dos Santos, Luciana Hamada, Ricardo Wargas de Faria, Paulo Roberto Lopes do Nascimento

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