A (in)sustentabilidade da matriz energética Brasileira

O atual debate sobre as mudanças climáticas envolve diretamente a questão do uso e produção de energia. Conforme destaca o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), as emissões de gases do efeito estufa (GEE) originadas do consumo energético, sobretudo àquelas relacionadas ao uso dos combustíveis fósseis, seria o principal fator responsável pelas alterações climáticas verificadas nos últimos anos ao redor do planeta. Trata-se, portanto, de um problema de repercussão global, mas que é derivado da forma como os países fazem uso da energia em suas economias. Sendo assim, este trabalho discutiu a sustentabilidade da matriz energética brasileira, sob o ponto de vista das emissões de GEE. Concluiu-se que, ao contrário do senso comum, existem fortes indícios apontando para a insustentabilidade do uso de energia no país, fato que tende a se agravar considerando-se as previsões oficiais relativas ao crescimento econômico e à expansão da oferta e do consumo energético.

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Autores: André Luiz Campos de Andrade, Lauro Mattei

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Hidrelétricas, qualidade de vida e desenvolvimento

Este estudo estabelece relações entre usinas hidrelétricas, qualidade de vida e desenvolvimento, através da identificação, comparação e análise de indicadores socioeconômicos e energéticos do Brasil e do mundo. Constata-se, diante dessas relações, que quanto maior o aproveitamento hidrelétrico de um país, maiores serão as oportunidades de desenvolvimento e com melhores condições de oferecer qualidade de vida à sua população. Entretanto, questões sociais e ambientais decorrentes da implantação de centrais hidrelétricas ainda precisam ser equacionadas, sobretudo, em países emergentes. Nesse sentido, o uso e desenvolvimento cada vez maior de tecnologias modernas e eficientes se tornam estratégia para contornar essas questões.

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Autores: André Luiz da Conceição, Sônia Regina da Cal Seixas

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Os determinantes da oferta e da demanda de etanol nos estados Brasileiros

Nos últimos 30 anos observou-se um movimento mundial em busca do desenvolvimento de fontes de energia que pudessem reduzir a dependência dos derivados de petróleo. Por isto, os biocombustíveis, em especial o etanol, têm ganhado destaque no cenário energético mundial. No Brasil, após o PROÁLCOOL, e mais recentemente, os veículos bicombustíveis, o etanol tem consolidado sua posição de concorrente da gasolina no mercado de combustíveis para veículos leves. Este trabalho teve como objetivo estimar os determinantes da oferta e da demanda de etanol para os estados brasileiros no período de 2001 a 2008. Dado que, pela teoria econômica, preço e quantidade são determinados simultaneamente pelo equilíbrio das curvas de oferta e demanda, e visto que os dados referem-se a mais de um estado ao longo de 8 anos, o modelo foi estimado por meio de um painel simultâneo. Os resultados encontrados demonstraram que não há simultaneidade na determinação do preço e das quantidades demandadas e ofertadas (defasada em um período) de etanol no período. As estimativas indicaram que a demanda do etanol é preço-elástica. Confirmou-se a hipótese de que gasolina e etanol devem ser tratados como substitutos imperfeitos e que tratasse de um bem normal. Confirmou-se ainda a hipótese de diferenças nas elasticidades entre os estados não produtores e produtores de etanol. Dada a forte concentração da produção, a oferta foi estimada apenas para os 7 maiores produtores nacionais. Assim como a demanda, a oferta de etanol se mostrou preço-elástica no curto prazo, embora tenha sido preço-inelástica no longo prazo. Para os preços do açúcar e da cana-de-açúcar, e a oferta de etanol anidro, o sinal negativo encontrado foi o esperado pela teoria, sendo o etanol anidro o principal concorrente do etanol hidratado.

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Autores: Bruno Maciel Von Randow, Rosa Maria Olivera Fontes, Leonardo Bornacki de Mattos, Eloy Alves Filho

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Relações de causalidade entre energia e crescimento econômico no Brasil

Este trabalho pretendeu encontrar as relações causais entre consumo de energia e produto interno bruto (PIB); e entre a oferta de energia e o PIB no Brasil, no período de 1970-2007. Após a realização dos procedimentos econométricos, constatou-se que as séries eram não-estacionárias em nível, porém estacionárias em primeira diferença, e também que as séries eram co-integradas. Através do modelo de correção de erros vetorial (VEC) foi analisada a causalidade tanto de curto como de longo prazo. Os resultados encontrados sugerem a existência de bi-causalidade entre PIB e consumo de energia no longo prazo; e causalidade unidirecional proveniente do PIB em direção ao consumo de energia. E a existência de bi-causalidade entre oferta de energia e PIB no curto prazo; e causalidade unidirecional da oferta de energia em direção ao PIB. Esses resultados fornecem implicações políticas importantes, que podem orientar os policy makers na tomada de decisões com respeito a políticas energéticas futuras, objetivando o crescimento econômico sustentado da economia brasileira.

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Autores: João Guilherme de Oliveira Carminati, Paulo Roberto Scalco

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