Emissão de Material Particulado por Misturas Ternárias Contendo Biodiesel, Óleo Vegetal e Etanol: Uma Comparação com Diesel Convencional

O objetivo deste estudo foi quantificar a emissão de material particulado (MP) de misturas ternárias compostas de álcool, biodiesel e óleo vegetal por um motor ciclo Diesel, tendo como testemunha um motor idêntico funcionando com diesel de petróleo. Para a comparação da emissão dos dois combustíveis, foi realizada a coleta de material particulado proveniente dos escapamentos dos motores por meio do uso de um filtro circular, confeccionado a partir de fibra de vidro. Os resultados obtidos com a utilização das misturas ternárias de biocombustíveis indicaram uma redução expressiva no nível de material particulado emitido pelo motor, principalmente em situação de elevada quantidade de carga foi aplicada ao motor. Pode-se concluir com o trabalho que, a utilização das misturas ternárias, nas condições e métodos de realização do experimento, foi eficiente na redução de emissão de material particulado presente nos gases de exaustão do motor ciclo Diesel.

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Autores: José Luiz Bernardo Borges, Márcio Turra de Ávila, Ricardo Ralisch, Murilo Daniel de Mello Innocentini

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A tomada de decisão na formulação de políticas públicas: ensaios na rede sociotécnica sucroalcooleira do estado de São Paulo

O debate acerca da sustentabilidade tem suscitado a busca por maneiras de se aliar o desenvolvimento econômico com qualidade ambiental e social. Dentro desse contexto os biocombustíveis ganham preponderância por possibilitarem o uso de matérias-primas renováveis. Dentro da rede que se engendra em torno dos atores que estão imersos no setor de produção de etanol de cana-de-açúcar no Estado de São Paulo – principal unidade da federação no segmento – é imprescindível a análise dos meios pelos quais as tomadas de decisão acontecem. Entender esses processos possibilita avaliar se o etanol é capaz de cumprir o papel que lhe é imposto. Este artigo explana sobre tais questões, averiguando a importância de um dos atores nessa rede, que se enquadra como ator visível, influenciando a formulação de políticas públicas do setor.

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Autores: Franciele Gomes, Taiane Dagostin Darós, Carla Grigoletto Duarte, Tadeu Fabrício Malheiros

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Inserção de veículos híbridos plug-in no setor de transportes Brasileiro: uma oportunidade para a redução das emissões de gases de efeito estufa

O presente artigo traz uma comparação de sistemas, avaliando as emissões de GEE associadas ao uso da gasolina C (E25) e do etanol da cana-de-açúcar em veículos convencionais, bem como ao uso de veículos híbridos, em que a energia elétrica é fornecida pelo SIN (Sistema Integrado Nacional). O objetivo é apresentar um inventário do ciclo de vida (well-to-wheels) para cada um desses sistemas, a fim de entender a contribuição de cada um na mitigação das mudanças climáticas. Para que seja viável a comparação entre os três sistemas, a unidade funcional adotada pelo presente artigo é 1 km rodado, enquanto a medida de impacto é g CO2eq. A ferramenta utilizada para calcular os fluxos de energia foi o GREET 1.8d. Os resultados obtidos pela referida ferramenta demonstram que uso de veículos híbrido plug-in, quando abastecidos por etanol da cana-de-açúcar, pode ser uma boa opção para a redução das emissões de GEE no setor de transportes brasileiro.

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Autores: Pedro Gerber Machado, Bruna de Barros Correa

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Os determinantes da oferta e da demanda de etanol nos estados Brasileiros

Nos últimos 30 anos observou-se um movimento mundial em busca do desenvolvimento de fontes de energia que pudessem reduzir a dependência dos derivados de petróleo. Por isto, os biocombustíveis, em especial o etanol, têm ganhado destaque no cenário energético mundial. No Brasil, após o PROÁLCOOL, e mais recentemente, os veículos bicombustíveis, o etanol tem consolidado sua posição de concorrente da gasolina no mercado de combustíveis para veículos leves. Este trabalho teve como objetivo estimar os determinantes da oferta e da demanda de etanol para os estados brasileiros no período de 2001 a 2008. Dado que, pela teoria econômica, preço e quantidade são determinados simultaneamente pelo equilíbrio das curvas de oferta e demanda, e visto que os dados referem-se a mais de um estado ao longo de 8 anos, o modelo foi estimado por meio de um painel simultâneo. Os resultados encontrados demonstraram que não há simultaneidade na determinação do preço e das quantidades demandadas e ofertadas (defasada em um período) de etanol no período. As estimativas indicaram que a demanda do etanol é preço-elástica. Confirmou-se a hipótese de que gasolina e etanol devem ser tratados como substitutos imperfeitos e que tratasse de um bem normal. Confirmou-se ainda a hipótese de diferenças nas elasticidades entre os estados não produtores e produtores de etanol. Dada a forte concentração da produção, a oferta foi estimada apenas para os 7 maiores produtores nacionais. Assim como a demanda, a oferta de etanol se mostrou preço-elástica no curto prazo, embora tenha sido preço-inelástica no longo prazo. Para os preços do açúcar e da cana-de-açúcar, e a oferta de etanol anidro, o sinal negativo encontrado foi o esperado pela teoria, sendo o etanol anidro o principal concorrente do etanol hidratado.

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Autores: Bruno Maciel Von Randow, Rosa Maria Olivera Fontes, Leonardo Bornacki de Mattos, Eloy Alves Filho

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