VIABILIDADE TÉCNICO-ECONÔMICA DA GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA EM BARRAGENS DE PERÍMETROS IRRIGADOS

A implantação de perímetros irrigados requer a construção de barragens em cursos d’água para suprir a necessidade hídrica das culturas. Geralmente, estas estruturas são utilizadas apenas para abastecer o sistema de irrigação, sendo seu potencial hidroelétrico desprezado. O objetivo deste trabalho foi avaliar a viabilidade técnico-econômica da geração de energia elétrica em barragens de perímetros irrigados. Foi realizado um estudo de base para a barragem de Manoel Novaes que atende o perímetro de Mirorós, na Bahia. Uma Pequena Central Hidrelétrica poderia gerar 29% do consumo e 12% da demanda de energia elétrica do sistema de irrigação do perímetro. O investimento apresentaria os seguintes indicadores de viabilidade: Valor Presente Líquido de R$ 1.425.616,54, Taxa Interna de Retorno igual a 44%, Relação Benefício/Custo de 2,76 e Tempo de Retorno de Capital igual a 5 anos e 8 meses. O estudo realizado para o perímetro irrigado de Mirorós pode servir de referência para análise de outros perímetros, de modo a incentivar o melhor aproveitamento deste tipo de barragem no Brasil.

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Autores: Marcos Caldeira Ribeiro, Delly Oliveira Filho, Everardo Chartuni Mantovani, José Márcio Costa, José Helvécio Martins, Paulo Marcos de Barros Monteiro, Leandra Altoé

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O uso Combinado de Pequenas Centrais Hidrelétricas e Parques Eólicos

Ao longo das últimas décadas, o uso combinado de fontes de energia renováveis vem se tornando uma realidade no Brasil e no mundo. Os embriões dessa transformação foram os sistemas híbridos compostos por geradores eólicos e placas fotovoltaicas. O presente artigo propõe um método para avaliar, de maneira preliminar, o potencial energético híbrido de uma bacia hidrográfica apta à utilização combinada de Pequenas Centrais Hidrelétricas e Parques Eólicos. Utilizando-se de inventários hidrelétricos e dados do regime médio de ventos no local, foi realizada uma simulação na bacia do rio Itaguari. Tal região, localizada na sub-bacia 45 do rio São Francisco no estado da Bahia, mostra-se apta a receber o primeiro Sistema Híbrido “Hídrico-Eólico” do país.

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Autores: Marcelo Daige Prado Leite, Ivan Felipe Silva dos Santos (ivanfelipedeice@hotmail.com), Regina Mambeli Barros, Geraldo Lúcio Tiago Filho

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Matriz simplificada para avaliar impactos ambientais em Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH)

O presente trabalho propõe uma matriz simplificada para avaliar impactos ambientais e Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH). Neste estudo de caso, que utiliza o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) elaborado pelo empreendedor, a metodologia proposta analisa todos os impactos negativos relativos à PCH Ninho da Águia, localizada na Serra da Mantiqueira, município de Delfim Moreira, MG. Para tanto, fundamentado nas metodologias existentes, foram atribuídos pesos combinados em uma escala de impactos previamente definida. Os pesos atribuídos a cada impacto foram distribuídos de acordo com a combinação dos atributos apresentados e analisados do EIA. Os resultados obtidos com a matriz proposta mostram que os possíveis danos ambientais previstos são reduzidos, aplicando­se as medidas mitigadoras sugeridas no EIA, em aproximadamente 45%. A facilidade de aplicação desta metodologia possibilitará a agilização da análise do processo de licenciamento ambiental, considerado hoje um inibidor de investimentos devido à morosidade do mesmo. A matriz mostrou­se eficaz devido à facilidade de aplicação, além de ser uma ferramenta útil na análise para projetos a serem implantados, procurando estabelecer um índice ambiental que considere comparativos entre os impactos causados e os mitigados pelos investimentos realizados. Identificou­se que a minimização dos impactos com a aplicação de novas medidas mitigadoras requer novos investimentos financeiros para que tais medidas surtam melhoria do percentual de retorno. No entanto, considera­se que o percentual de retorno sobre os investimentos em medidas mitigadoras ao longo do tempo em relação às fases de planejamento, implantação e operação, tende a ser crescente inicialmente e a estabilizar­se em relação ao tempo. Assim, mesmo que sejam disponibilizados mais investimentos em medidas mitigadoras o percentual de retorno pode não ser o desejado. Portanto, como conseqüência, uma análise técnico­econômica criteriosa deverá ser elaborada para verificação se os aportes de recursos financeiros terão o retorno esperado.

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Autores: Tania Ap. de Souza Barbosa, Francisco Antônio Dupas

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