PROPOSTA DE UMA METODOLOGIA DE PRECIFICAÇÃO DA CANA LEVANDO EM CONSIDERAÇÃO A CONTRIBUIÇÃO DO BAGAÇO E DA PALHA NA PRODUÇÃO DE ELETRICIDADE E DE ETANOL DE SEGUNDA GERAÇÃO

A cogeração nas usinas de cana-de-açúcar supre a necessidade de energia para o processo de produção de etanol e açúcar. Com um investimento incremental, é possível, além de atender à demanda interna de energia, produzir excedente elétrico para fornecer à rede de transmissão e distribuição instalada. No futuro, outra aplicação para a fibra será na produção de Etanol de Segunda Geração (Etanol 2G). Embora ambas as atividades agreguem valor no processo e contribuam para a sustentabilidade da usina, a metodologia de precificação da cana-de-açúcar, determinada pelo CONSECANA-SP, leva em consideração apenas os teores de açúcares, não considerando a contribuição dos produtos do bagaço na indústria sucroenergética. Diante desse cenário, o objetivo deste trabalho foi propor uma metodologia que leve em consideração a contribuição da fibra (bagaço e palha) sem, contudo, alterar o que já vem sendo praticado quanto à fração de açúcares. Baseado na metodologia do CONSECANA-SP, a proposta indica um valor incremental (Preço CanaBTR) ao preço já pago pela cana ao produtor, correspondente ao faturamento adicional proveniente da atividade da cogeração e/ou produção de Etanol 2G.

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Autores: Carolina Habib Ribeiro (carolhabrib@hotmail.com), Joaquim Eugênio Abel Seabra

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FATORES QUE INFLUENCIAM O PREÇO DA ENERGIA ELÉTRICA NO BRASIL: UMA ABORDAGEM HEDÔNICA

O presente trabalho apresenta os resultados de um estudo econométrico acerca de alguns fatores que influenciam a precificação da energia elétrica no mercado livre brasileiro, à luz da metodologia de preços hedônicos. Mais especificamente, procurou-se valorar os impactos das diversas regiões brasileiras e da quantidade de chuva sobre o preço da eletricidade no âmbito do Ambiente de Contratação Livre (ACL). Foi realizada uma revisão de literatura acerca do funcionamento do Setor Elétrico no Brasil, destacando o papel das últimas reformas do setor e como estas afetaram a forma da comercialização de energia. Destacou-se o surgimento da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica e do Ambiente de Contratação Livre. A partir desta contextualização, foi possível a análise dos resultados do modelo econométrico, permitindo evidências de que ao aumento de 1% na quantidade de chuva (mm), pode-se observar a redução de 0,13% no preço da energia elétrica (R$/MWh), ceteris paribus. Já com relação as regiões brasileiras, os resultados apontaram maior magnitude, apresentando as reduções de 88% e de 65% no preço da energia elétrica correspondentes às regiões norte e sul, respectivamente, em relação a região classificada como sudeste/centro-oeste (variável de controle).

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Autores: Mário Malta Campos Dotta e Silva, Lilian Maluf de Lima

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