Desenvolvimento e investimentos no setor elétrico paraense: Uma análise no ambiente do setor comercial

Este estudo objetiva apontar caminhos de como se desenvolve a dinâmica dos efeitos dos investimentos em energia elétrica na estrutura do setor comercial diante do processo de desenvolvimento do Estado do Pará. O objeto de estudo é o Estado do Pará. A metodologia utilizada neste ensaio fundamentou-se a partir da identificação de correlações lineares entre variáveis vinculadas a energia elétrica e ao processo de desenvolvimento em cada setor econômico; e a partir da análise crítica da interferência das sinergias setoriais provocadas por estas correlações junto a dinâmica dos investimentos no setor elétrico. Verificou-se que os investimentos em energia elétrica, embora em curto prazo possam ocasionar efeitos direcionados na promoção da atividade econômica de determinada região ou país, tendem, em médio e/ou longo prazo, a distorcer as bases sustentáveis de promoção da melhoria da qualidade de vida das populações na medida em que o efeito dos investimentos em energia elétrica é uma função das sinergias oriundas do perfil de cada setor econômico, das especificidades regionais verificadas e das políticas setoriais estrategicamente planejadas.

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Autores: Fabricio Quadros Borges

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O setor elétrico na Espanha e no Brasil: uma perspectiva comparada dos processos de liberalização

Durante os anos noventa teve lugar, na Europa, um processo de liberalização e abertura à livre concorrência de serviços tradicionalmente entregues a empresas públicas. Tal processo estendeu-se por todo o mundo e foi recomendado pelas instituições financeiras internacionais – “Consenso de Washington” – ao Brasil e a outros países latino-americanos. Este artigo analisa, em linhas gerais, o desenvolvimento do setor elétrico no ordenamento jurídico brasileiro e no espanhol, desde o início de sua exploração até nossos dias. Enfatiza o sucedido na última década do século XX, quando ambos países começaram a modificar as bases legais e institucionais para a introdução da liberalização do setor. Aponta que, depois das reformas aplicadas, a Espanha, como membro da União Europeia, seguiu uma direção muito mais livre, com um marco regulador mais claro e mais estável. Por outro lado, o Brasil apresentou frequentes mudanças regulatórias que dificultaram o investimento privado, cuja falta levou o país à crise de 2001 e à reordenação do modelo elétrico em 2004, em detrimento da liberdade econômica.

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Autores: Helga Maria Saboia Bezerra

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Análise da dualidade risco financeiro e retorno sobre o capital próprio no setor elétrico brasileiro entre 2007 a 2009

Este artigo busca observar a relação entre o risco financeiro e o retorno sobre o capital próprio para as empresas do setor elétrico brasileiro no período de 2007 a 2009. Foram selecionadas 40 empresas para análise, sendo 21 do segmento de distribuição de energia elétrica e 19 do segmento de geração e transmissão. O risco financeiro foi abordado através de duas teorias: (i) estrutura de capital, em que o risco foi representado pela participação do capital de terceiros a curto e longo prazo e; (ii) dinâmica financeira, em que as variáveis utilizadas para representar o risco foram o saldo em tesouraria e tipo da empresa. O retorno foi avaliado a partir da rentabilidade do capital próprio, pelo valor absoluto do indicador de retorno sobre o patrimônio líquido. O valor absoluto foi escolhido para anular o efeito de retornos negativos, dado que o risco se relaciona com a volatilidade dos resultados, um alto prejuízo ou um alto retorno devem condizer a um risco financeiro semelhante que por sujeição a aspectos conjunturais teve efeito ora positivo ora negativo. A hipótese formulada é de que o risco financeiro e o valor absoluto da rentabilidade do capital próprio estariam positivamente correlacionados, em aderência ao conceito à dualidade risco retorno. Foi aplicada a análise de correlação linear para as variáveis quantitativas e análise da variância das classes para a variável qualitativa: tipo da empresa. Os resultados indicam que as variáveis de estrutura de capital possuem correlação significativa no período com o retorno sobre o patrimônio líquido, especialmente a variável participação de capital de terceiros a curto prazo. Já as variáveis da dinâmica financeira tiveram suas correlações bastante oscilantes, sendo menos representativas.

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Autores: Paulo Félix Gabardo

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