Editorial – O planejamento e a atual política energética

O planejamento energético é uma atividade essencial seja qual for a filosofia adotada para o desenvolvimento do país, exigindo estudos criteriosos e sistemáticos para prover e prever as necessidades com a antecipação indispensável, imposta pelo longo prazo das obras deste setor e pelo alto nível dos recursos solicitados. Modernamente este planejamento abrange as diversas fontes convencionais e alternativas, a conservação de energia, a integração da oferta com a demanda, os impactos ambientais e sociais.

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Autores: Luiz Pinguelli Rosa

Alguns comentários sobre os critérios de formação de preços dos derivados de petróleo

A análise do comportamento dos preços dos derivados de petróleo no Brasil, a partir da década de 1970, mostra uma forte correlação – nada casual – entre o movimento destes preços e os problemas de natureza macroeconômica enfrentados pelo país ao longo do mesmo período. Como preços administrados que são, foram freqüentemente usados como instrumento de política econômica e energética (de curto e longo prazos), em especial, com o objetivo de atenuar efeitos danosos dos dois choques de preços do petróleo no mercado internacional sobre o Balanço de Pagamentos e o nível de preços internos.

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Autores: Adriano Pires Rodrigues, jennifer Hermann

Impacto ambiental das emissões aéreas de usinas termoelétricas – emissões de SO2

Dentro do seu plano energético para o ano 2010, a Eletrobrás prevê a construção entre 1990 e 2001 de 12 novas usinas termoelétricas a carvão, com potências oscilando entre 50 e 350Mw. Além destas usinas a combustível sólido, já há planos para a construção, por outras concessionárias de energia elétrica, de usinas que utilizam resíduos semi-sólidos de refinarias de petróleo (resíduos da torre de vácuo). Todas essas usinas são emissoras de enxofre, que pode causar danos ao meio-ambiente. Neste estudo revisamos os principais impactos ambientais causados pelas emissões de compostos de enxofre, principalmente na queima do carvão.

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Autores: Mário Epstein

A atual crise energética do Brasil e seus impasses estruturais

Até a virada do século, o consumo dos dois principais energéticos do Brasil (eletricidade e derivados de petróleo) deverá mais do que duplicar em relação ao registrado em 1985. Os investimentos necessários ao atendimento dos requisitos de energia do país até o ano 2000 totalizam cerca de US$ 150 bilhões, se a economia brasileira crescer a uma taxa de 7% a.a. Enquanto o Plano 2010 da ELETROBRÁS prevê a evolução do parque gerador brasileiro de 42,7 GigaWatts em 1986 para 103 GigaWatts no ano 2000, o Plano de Ação do Setor Petróleo da PETROBRÁS estabelece como meta a auto-suficiência do Brasil na produção do petróleo em 1997, quando produzirá 1.480.000 barris diários, isto é, 2,5 vezes a produção atual de 600.000 barris por dia.

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Autores: Fernando Alcoforado

A conservação de energia elétrica e o terceiro mundo

Diante dos obstáculos financeiros existentes no terceiro mundo para a produção de vetores energéticos em geral, o interesse pela conservação de energia e por conhecer o uso final e as formas de melhor utilizar os recursos energéticos tem crescido. Depois que os programas de conservação levados a cabo nos países do primeiro mundo chegaram a economias da ordem de 20 a 30°lo na energia final, o interesse aumentou mais ainda. No entanto, é mais fácil conhecer as alternativas de economia de energia do que efetivar um programa de conservação no terceiro mundo.

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Autores: Gilena M. G. Graça