Editorial – A crise do Golfo Pérsico e a matriz energética

O terceiro número da Revista Brasileira de Energia é publicado pela SBPE em um momento especial no que concerne à questão energética. Em nível mundial a crise do Iraque­Kuwait evidenciou a incerteza a que está sujeito o preço do petróleo no mercado internacional, podendo oscilar abruptamente e estacionar por muitos meses em patamar mais elevado do que apontava a tendência de curto prazo. No Brasil a repercussão desta elevação conduziu o governo a dar maior atenção ao planejamento energético.

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Autores: Luiz Pinguelli Rosa

Integração energética na América Latina

A nível mundial, formam-se novos blocos geo-econômicos e surge um neoprotecionismo regional, que tende a marginalizar as economias periféricas, como a do Brasil e da América Latina. No campo energético, aumenta a participação, o declínio do preço do petróleo ameaça as fontes alternativas de energia. 0 Sudeste Asiático aumenta drasticamente sua demanda, e a energia nuclear vive entre a resignação e a esperança.

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Autores: Prof. Jacques Marcovitch

Política industrial e energia – quinze anos após o primeiro choque do petróleo

A utilização da energia, nos quinze anos que se seguiram ao primeiro choque do petróleo, sofreu profundas alterações, face a sua disponibilidade e elevação dos preços. Notadamente os países grandes consumidores mudaram seu comportamento de forma a obter um melhor resultado energético, mantendo sua autonomia e se adequando ao mercado competitivo internacional.

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Autores: Antonio Pagy, Valdir Garcia

Aléas des stratégies de diversification technologique des nouveaux pays industriels. Le programme électro-nucleaire au Brésil et en Corée du Sud

Les nouveaux pays industriels (NPI) ont vu dans 1’énergie atomique un symbole de progrès économique, une éventuelle source d’énergie à bon marché et même, chez certains, 1’acquisition d’une supèriorité militaire sur le plan regional. Certains auteurs se sont penchés sur la stratégie de contrôle menée dans 1’après-guerre par les premiers pays détenteurs de technologie nucléaire et ont mis 1’accent sur les entraves posées par les É.-U., la G.B. et le Canada à la diffusion rapide de la connaissance (BURDEAU et CHAPPEZ: 1979). À une époque plus récente, la Doctrine Carter constitua également une nouvelle entrave à la diffusion. Or, celle-ci s’amorçant aussi tôt que le début des années 50, d’autres facteurs devaient manifestement être pris en compte. Certains ont alors insisté sur toutes ces causes qui ont facilité la diffusion, qu’il s’agisse de la stratégie américaine Atoms for Peace initiée par Eisenhower en 1953, dans le contexte de Guerre froide (DAMIAN: 1979; WALKER et LONROTH: 1983) ou du contexte plus récent de compétition montante sur le marché international entre nations détentrices du secret nucléaire (GOLDSHMITH: 1977; HA: 1982). Les NPI eurent de plus en plus la possibilité de choisir entre diverses technologies, certaines comportant même une fraction significative, voire 1’ensemble du cycle de traitement du combustible. C’est en fonction de ce nouvel environnement que certains d’entre eux se diversifèrent en direction de la filière européenne, pourtant plus complexe (MIROW: 1979; PARROTT: 1980).

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Autores: Michel Duquette et Yvan Lafrance

Planejamento do uso final para conservação de energia elétrica

A discussão de um modelo quantitativo para o planejamento do uso final de energia avançou pouco na última década por motivos que extrapolam a responsabilidade do setor energético, a despeito da existência de um arsenal de modelos para planejamento energético (LIZARDO, 1988). Entretanto, a grande quantidade de informações produzida a partir da criação do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (PROCEL), em 1985, e da Agência para Aplicação de Energia (AAE), em 1983, torna o tema particularmente indicado para análise e propostas que levem à elaboração de um tal modelo. 0 presente trabalho pretende contribuir para uma concepção metodológica deste modelo, dada a complexidade das relações entre os diversos membros do sistema energético, isto é: produtores e distribuidores de energia, fabricantes de equipamentos, consumidores e governo BAJAY, 1989).

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Autores: Marcos P. Estellita Lins, Antonio Carlos C. Pinhel