Editorial

É acaciano afirmar que energia é um input essencial para toda e qualquer atividade humana, e que todos os processos de agressão ao meio ambiente, direta ou indiretamente, envolvem produção e uso de energia. Dessas afirmações resulta evidente a fundamental importância do planejamento energético no contexto do planejamento global, sobretudo nesta última quadrado século, em que a humanidade finalmente toma consciência de que nenhum recurso natural é inesgotável, e de que sua própria sobrevivência depende do frágil e instável equilíbrio ecológico da biosfera.

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Aspectos Éticos do Modelo de Planejamento do Setor Elétrico

O modelo atualmente empregado no planejamento do setor elétrico brasileiro é essencialmente voltado para a oferta. Em outras palavras, nesse modelo, as tendências de crescimento do mercado são anotadas, em função de intenções relacionadas à implantação de projetos que poderão consumir grandes blocos de energia para, com base no mercado potencial assim projetado, planejar­se a expansão da oferta de energia elétrica, sem se questionar a efetiva importância dos presumidos projetos para a sociedade. No presente artigo faz­se a crítica desse modelo e, por meio de um exercício baseado em dados e indicadores atuais da economia, demonstra­se quantitativamente que, no ano 2.015, a sociedade brasileira poderá alcançar níveis de qualidade de vida iguais ou superiores aos pretendidos nos planos oficiais, com um consumo de eletricidade consideravelmente menor. No modelo proposto, a estimativa do futuro mercado de energia elétrica começa pela identificação e avaliação das reais necessidades de bens e serviços, para que a sociedade atinja os níveis de bem­estar desejados. Dimensiona­se, em seguida, a potencial demanda de eletricidade em cada setor envolvido na produção desses bens e serviços, para sb então planejar­se a expansão do sistema elétrico. Todas as etapas do processo, desde a estimativa das demanda:. da sociedade, até o planejamento da oferta, passando pela avaliação dc! futuro mercado de eletricidade, devem ser cumpridas no contexto de um referencial ético, analisando­se com isenção os benefícios e os custos (inclusive os ambientais) das diversas alternativas que se apresentem, a fim de que, na decisão final, prevaleça o respeito aos verdadeiros interesse; da sociedade.

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Autores: Joaquim Francisco de Carvalho, Gilberto De Martino Jannuzzi

Impactos Macroeconômicos Decorrentes da Não Utilização do Potencial Hidrelétrico da Região Norte

Este artigo aborda algumas questões relacionadas a possíveis impactos macroeconômicos decorrentes de um hipotético cenário de atendimento ao mercado futuro de energia elétrica do país através de um maciço programa de implantação de usinas termoelétricas. Dada a presente carência nacional de fornecedores de tecnologia e de reservas de combustíveis baratos e adequados à tecnologia termoelétrica este cenário pode levar a uma demanda de importações com reflexos negativos diretos sobre a balança de pagamentos do país.

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Autores: Rafael Schechtman, Jorge Trikenreich, José Cesário Cecchi

O Emprego da Matriz de Impactos Cruzados no Esboço de Cenários Futuros

O artigo apresenta uma metodologia auxiliar ao planejamento estratégico de empresas, tanto do setor público; quanto do privado, baseada na análise de cenários futuros, através da construção da Matriz de Impactos Cruzados. A título de ilustração, o método é aplicado, como exercício escolástico, na avaliação das perspectivas decrescimento econômico para o Brasil no horizonte do ano 2010. Sugere­se a aplicação dessa metodologia na análise macroeconômica, como entrada para modelos de avaliação de demanda energética, cuja oferta pertence tradicionalmente ao setor público. Um exemplo de aplicação segundo a ótica empresarial privada, também é sugerida no final do trabalho.

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Autores: Arlindo Kamimura

Planejamento de Pequenas Centrais Hidrelétricas Considerando Aspectos de Risco e Incertezas

Nas últimas décadas os planejadores do setor energético têm procurado desenvolver modelos cada vez mais realistas, sejam para a previsão da demanda ou para a oferta. Embora as técnicas utilizadas sejam poderosas ferramentas matemáticas em si, muitas são as incertezas, e os resultados obtidos são no máximo tão bons quanto quanto forem os dados fornecidos. Assim sendo, este trabalho procura apresentar uma adaptação da teoria de portfólio ao planejamento de pequenas centrais hidrelétricas. Considerando as principais incertezas inerentes às PCHs, o resultado obtido será um plano que melhor combine rentabilidade e risco.

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Autores: Afonso Henriques de Moreira Santos, Edson da Costa Bortoni, Sergio Valdir Bajay