Bioeletricidade: a energia que vem da nossa terra

A excessiva demora para o início das obras das novas hidrelétricas, a oferta apertada de gás natural, os incentivos insuficientes para fomentar fontes alternativas de energia e o conseqüente encarecimento do insumo energia para o setor produtivo nacional, demonstram a fragilidade da nossa infraestrutura energética e colocam em xeque este insumo do crescimento econômico. Esta reflexão serve para ilustrar a necessidade imediata de um planejamento energético para o Brasil, marcada pela diversificação da matriz, tendo como premissa manter sua característica histórica: o uso de fontes de energia renováveis e ecologicamente corretas. Neste contexto, a bioeletricidade, especialmente a originária da cana-de-açúcar, surge como uma fonte energética importante para mitigar os riscos de futuros racionamentos no País. O governo criou um novo modelo para o setor, tem se esforçado para tirar do papel projetos grandiosos como as usinas do Rio Madeira, mas o fato é que, nos últimos quatro anos, praticamente não houve investimento relevante para ampliação da oferta de energia. A Vale do Rio Doce, por exemplo, acaba de anunciar que vai instalar uma fábrica para produção de alumínio na Colômbia, onde construirá uma usina hidroelétrica e vai transformar lá a aluminia extraída de suas minas no Pará.

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Autores: Arnaldo Jardim

Impactos de possíveis novos programas de eficiência energética nas projeções da demanda energética nacional

Neste trabalho se estima os efeitos no consumo de energia elétrica associados à implementação de novos programas de eficiência energética, relacionados com a imposição de níveis mínimos obrigatórios de eficiência energética para alguns equipamentos, no contexto da Lei de Eficiência Energética (Lei no 10.295/2001), que dispõe sobre a Política Nacional de Conservação e Uso Racional de Energia. Na medida em que esta lei for sendo regulamentada, se espera um gradual aumento da eficiência dos equipamentos comercializados no País, por meio do estabelecimento de níveis mínimos de eficiência de novos equipamentos. Nesta perspectiva, de continuidade desta regulamentação, em conjunto com hipóteses relativas à disponibilidade de incentivos financeiros para a substituição de equipamentos antigos, por novos, mais eficientes, foram elaborados um cenário tendencial e dois cenários alternativos para simular os efeitos de novos programas de eficiência energética na demanda futura de energia elétrica no País. A metodologia proposta no trabalho para estimar a influência de novos programas de eficiência energética nas projeções da demanda energética se baseia em dados de fabricantes e de pesquisas de posses de equipamentos e hábitos de usos.

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Autores: Alvaro Afonso Furtado Leite, Sergio Valdir Bajay

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Procedimentos de distribuição no brasil: Regras para o acesso

A inserção de fontes de geração em sistemas de distribuição é um processo em franco progresso em nível mundial que, se por um lado traz benefícios para o sistema, por outro tem sido alvo de paradigmas e barreiras institucionais que impedem a sua viabilização. Neste sentido, a ANEEL, agência brasileira de regulação do setor elétrico, desenvolveu, dentro do chamado procedimentos de distribuição, um conjunto de normas para regulamentação do acesso aos sistemas de distribuição. Este trabalho apresenta as diretrizes consideradas, bem como os resultados que se esperam obter com a sua implementação.

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Autores: Edson da Costa Bortoni

Estimativa do consumo de energia elétrica em refrigeradores no setor residencial brasileiro

Os refrigeradores domésticos são responsáveis por grande parte da energia elétrica consumida nos lares brasileiros, entretanto a estimativa de seu consumo para todo o setor residencial apresenta diversas dificuldades, especialmente na determinação do parque de equipamentos. Considerando o consumo por refrigerador avaliado pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE/INMETRO), ajustado pela degradação ao longo da vida útil e pelo efeito da temperatura local, o presente trabalho apresenta duas abordagens para estimar o consumo total de energia devido aos refrigeradores, determinando-se o parque de equipamentos a partir de: a) dados anuais de venda e estimativas de descarte de equipamentos e b) modelo de penetração de refrigeradores no setor residencial, proposto por McNiel e Letschert (2005), em função de variáveis como renda familiar, urbanização e eletrificação rural. Os resultados foram comparados com valores inferidos mediante estudos de posse e hábitos de eletrodomésticos, indicando que o consumo de energia elétrica pelos refrigeradores residenciais no Brasil em 2005 foi da ordem de 23 TWh, cerca de 28% do consumo total de eletricidade no setor doméstico e 6% do consumo total de energia elétrica no país.

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Autores: Rafael Balbino Cardoso, Luiz Augusto Horta Nogueira

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Requisitos institucionais para a implantação da comercialização de gás natural canalizado no estado de São Paulo

Os serviços públicos de gás natural canalizado são de competência estadual, consoante previsão constitucional. Os contratos de concessão das três empresas distribuidoras de gás natural no Estado de São Paulo possuem uma cláusula que prevê o livre acesso após certo lapso temporal (excluindo os usuários residenciais e comerciais) à rede de gasodutos de distribuição, desagregando a comercialização do serviço de distribuição. Diante disso, o objetivo desse artigo é apontar alguns requisitos para a implantação do ambiente de comercialização de gás canalizado nesse estado. Como metodologia utiliza-se o estudo do modelo atual de distribuição e a regulamentação do livre acesso do setor elétrico. O resultado aponta a necessidade da edição de lei para respaldar ações do regulador. A relevância da pesquisa se circunscreve a contribuir como literatura que tratou de uma problemática ainda por vir.

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Autores: Hirdan Katarina de Medeiros Costa, Francisco Anuatti Neto (HAUEHAUEHUAEHUAHEUAHEUH), Edmilson Moutinho dos Santos