A Expansão da Oferta de Energia Elétrica nos Centros Urbanos Brasileiros por Meio de Sistemas Fotovoltaicos Conectados à Rede

Este trabalho tem como objetivo traçar perspectivas a respeito da produção de eletricidade por meio de Sistemas Fotovoltaicos Conectados à Rede (SFCR) no Brasil e de sua inserção em grande escala na matriz elétrica como forma complementar de geração de energia elétrica. Os SFCR trazem diversos benefícios ao Sistema Elétrico e ao ambiente, por produzirem energia de forma limpa e silenciosa, nos próprios locais de consumo, evitando a construção de grandes plantas geradoras e dispensando gastos adicionais com transmissão e distribuição. Em geral, esses sistemas podem ser integrados à arquitetura das edificações, aproveitando-se a cobertura de estruturas pré-existentes no ambiente construído. Ainda assim, e embora apresente elevado potencial solar, o Brasil possuía, ao final de 2009, uma potência instalada de apenas 161,32 kWp referentes aos SFCR, valor considerado ínfimo comparado, por exemplo, com os 4,5 GWp instalados somente na Europa no ano de 2008. Este estudo mostra que o custo de geração a partir dos SFCR ainda é elevado, chegando a ser 2,4 vezes maior do que a tarifa residencial média praticada no Brasil, o que inviabiliza comercialmente a tecnologia. Por outro lado, aponta uma tendência de equiparação entre esses dois valores já na próxima década para diversas localidades, o que tornará os SFCR uma alternativa viável. Porém, para que a falta de critérios técnicos adequados não prejudique a disseminação da tecnologia no futuro, faz-se necessária a correta regulamentação da atividade pelos agentes do Setor Elétrico.

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Autores: Ricardo da Silva Benedito, Roberto Zilles

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A Experiência Brasileira de Incentivo a Expansão das Fontes Renováveis por Meio de Leilões de Energia Elétrica

O objetivo deste artigo é apresentar a experiência brasileira de incentivo às fontes renováveis de geração de energia elétrica por meio da realização de leilões do Ambiente de Contratação Regulada. Esses leilões se subdividem em leilões de empreendimentos existentes, leilões de novos empreendimentos, leilões de fontes alternativas e de empreendimentos estruturantes. Nestes certames observa-se a estruturação de mecanismos que visam à contratação de empreendimentos de fontes renováveis sem desprezar a questão da modicidade tarifária. Desse modo, constata-se que a realização de leilões de energia elétrica no Brasil configura-se como uma alternativa a ser considerada na tentativa de conciliar instrumentos de mercado, modicidade tarifária e incentivo a geração por meio de fontes renováveis.

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Autores: Alexandre Guedes Viana, Virginia Parente

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Alternativas para o Uso do Gás Natural na Região Norte

O presente estudo busca avaliar as principais alternativas para o emprego do gás natural extraído de Urucu, no Estado do Amazonas, procurando definir prioridades num cenário futuro de oferta e de demanda de energia, de acordo com os pontos de vista do empreendedor, do governo (ponto de vista social) ou do setor privado. Para tanto, é desenvolvido um modelo com base numa avaliação do tipo multicritério, pela qual são definidos indicadores de impactos econômicos, ambientais e sociais, e aplicados pesos. As aplicações examinadas para o gás natural compreenderam os seguintes segmentos: geração termelétrica, indústria (aquecimento/refrigeração e cogeração de energia), transporte automotivo (GNV), transporte fluvial, comércio e serviços, residencial, refino de petróleo, produção de GNL para uso em localidades distantes e outras regiões, produção de produtos químicos (gasoquímica), produção de combustíveis líquidos via rota Gas To Liquids e atendimento de pequenos municípios ao longo do percurso do gasoduto Coari-Manaus.
A questão do fornecimento de energia elétrica é uma prioridade, mas o gás natural poderá no médio prazo alavancar outros empreendimentos que trazem importantes ganhos na geração de renda e emprego para a região Norte do país.

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Autores: Mauricio F. Henriques Junior, Maria Elizabeth Morales Carlos

Análise da Aplicação da Etiquetagem de Eficiência Energética de Edificações em Empreendimentos Hoteleiros

A maioria das edificações brasileiras possui baixo desempenho energético, pois elas sempre receberam pouca (ou nenhuma) atenção quanto à eficiência energética. O intenso uso da energia elétrica com sistemas de climatização e iluminação para atendimento das condições de conforto dos ocupantes é um dos principais aspectos observados. Em 2009, perspectivas de mudanças nesse cenário surgiram por iniciativa do Governo Federal, que instituiu a regulamentação necessária para a etiquetagem de eficiência energética de edificações, ampliando o Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE), que até então abrangia somente máquinas e equipamentos. O objetivo deste artigo é analisar a aplicação da nova regulamentação de eficiência energética de edificações no segmento hoteleiro, no qual predominam as empresas de pequeno porte, buscando destacar as barreiras e as oportunidades que giram em torno da possibilidade de etiquetagem. Os hotéis têm sido alvo de grandes investimentos por serem os pilares da preparação do Brasil para receber os turistas durante a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Considerando a necessidade de desenvolvimento de metodologias específicas para os meios de hospedagem, atrelada à escassez de informações sobre o uso da energia em pequenas empresas, este artigo faz parte de uma série de pesquisas promovidas no âmbito do Convênio Sebrae/RJ – Procel. Como resultado, tem-se uma análise global da aplicação da etiquetagem do nível de eficiência energética em edificações hoteleiras, organizada em torno de duas perspectivas: do ambiente externo (oportunidades e ameaças) e do ambiente interno (forças e fraquezas).

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Autores: Myrthes Marcele Farias dos Santos, Luciana Hamada, Ricardo Wargas de Faria, Paulo Roberto Lopes do Nascimento

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Análise de Fragilidade Socioambiental para o Diagnóstico de Bacias Hidrográficas no Estudo de Empreendimentos Hidrelétricos

Este trabalho apresenta uma metodologia para avaliação da fragilidade socioambiental de uma bacia hidrográfica onde há possibilidade de instalação de empreendimentos hidrelétricos. O método inclui a divisão da bacia em subáreas (por meio da análise de características similares) e, posteriormente, o emprego de 23 indicadores socioambientais agrupados em seis componentes-síntese (Recursos Hídricos e Ecossistemas Aquáticos; Meio Físico e Ecossistemas Terrestres; Organização Territorial; Modo de Vida da População; Base Econômica; e Povos Indígenas e Populações Tradicionais), que juntos buscam retratar todos os aspectos intervenientes na fragilidade da área. A técnica foi aplicada na bacia do rio Coxim, no Estado de Mato Grosso do Sul, supondo-se que haja possibilidade ou interesse de instalação de plantas hidrelétricas dentro de seus limites. A bacia foi dividida em três subáreas, considerando-se alguns parâmetros físicos (como relevo, precipitação e hidrografia), que foram ordenadas por meio do cálculo do grau de fragilidade de cada um dos indicadores socioambientais. Como resultado, foi criado um mapa de fragilidade para indicar quais são as subáreas mais suscetíveis a danos e quais deverão suportar com maior facilidade a instalação de atividades causadoras de impactos – como empreendimentos hidrelétricos. O uso de Sistemas de Informação Geográfica (SIG) e o trabalho de equipe multidisciplinar reduzem o grau de subjetividade da metodologia e permitem (mediante modificação de algumas considerações inerentes aos cálculos parciais) sua aplicação em outras situações em que não se considere a possibilidade de instalação de hidrelétricas.

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Autores: Jonas Fernandes Maciel, Samuel Torres de Oliveira, Maira Dzedzej