A EXPANSÃO DAS USINAS HIDRELÉTRICAS NA REGIÃO AMAZÔNICA: DESAFIOS OPERACIONAIS E REGULATÓRIOS

O sistema elétrico do Brasil se caracteriza por ser um sistema com nítida preponderância hidrelétrica. Todavia o país possui um grande potencial hídrico remanescente, situado principalmente na região amazônica. As usinas fio d’água, construídas nesta região, representam um grande desafio para o setor, principalmente para a operação do sistema, traduzindo também uma necessidade importante de ajustes no marco regulatório do setor para contornar os problemas que emergiram da alteração de características do sistema interligado.

Read More →

Autores: Paola Susana Dorado Goitia (paoladoradogoitia86@gmail.com), Dorel Soares Ramos, Nivalde José de Castro, Roberto Brandão

Palavras-chave: , ,

ACERCA DA QUANTIDADE DE SIMULAÇÕES ESTOCÁSTICAS DE VAZÃO NO CONTEXTO DO PLANEJAMENTO ENERGÉTICO

Este artigo objetivou fazer uma análise a respeito da quantidade de séries sintéticas de vazão a serem geradas por modelos estocásticos, visando aplicações para o planejamento energético do Sistema Elétrico Brasileiro (SEB). O foco das análises foi o máximo déficit acumulado (MDA), calculado de forma a considerar a regularização de 90% da vazão média de longo termo em 14 reservatórios que fazem parte do Sistema Interligado Nacional (SIN). Essa taxa é associada ao suprimento necessário para atender um período crítico máximo de 5,9 anos, condizente com o que se pratica no SEB. As séries sintéticas mensais, para elas, foram geradas por meio de um modelo autorregressivo de médias móveis contemporâneo (CARMA), não sazonal, e multivariado. Trabalhou-se com 19 conjuntos com variados números de séries sintéticas em cada usina. Ao final do processo, determinaram-se os MDA médios e os intervalos de confiança para cada uma. Os resultados se mostraram diversos para as usinas consideradas com Camargos e Manso, requerendo 6.000 séries sintéticas para uma boa representatividade do MDA. Foz do Areia, por outro lado, precisou de apenas 2.000 séries. Ainda assim, para a representação de estatísticas menos críticas, um número menor de cenários pode ser considerados, desde que superior a 1.000 séries.

Read More →

Autores: Daniel Henrique Marco Detzel (daniel@lactec.org.br), Lucio de Medeiros, Ana Paula Oening, Débora Cíntia Marcilio, Frank Toshioka

Palavras-chave: , ,

ARMAZENAMENTO EM CULTURAS ENERGÉTICAS: SOLUÇÃO PARA A IMPREVISIBILIDADE DA GERAÇÃO HIDRELÉTRICA

Devido à falta de armazenamento energético nas novas usinas hidrelétricas na região amazônica, usinas termelétricas serão necessárias para gerar eletricidade durante o período seco (maio – outubro). A geração elétrica com base na biomassa, especialmente eucalipto, pode ser usada para substituir o gás natural liquefeito usado para gerar eletricidade durante a estação seca e como geração de emergência durante anos secos no Brasil. Este artigo apresenta um novo esquema de geração elétrica chamado “Armazenamento em Culturas Energéticas”. Neste esquema, durante um ano úmido, a termeletricidade não é necessária durante o período úmido, então parte da plantação de eucalipto não é consumida permitindo que a plantação continue crescendo. Durante anos secos, a biomassa é consumida com mais intensidade para gerar termeletricidade durante todo o ano. Isto consumirá a biomassa que não foi utilizada posteriormente. O objetivo do esquema de armazenamento é diminuir a quantidade de área necessária para a plantação de eucalipto e remover a necessidade de estocagem de madeira. Ao invés de cortar as arvores de eucalipto depois de 5 anos e criar estoques para armazenar as madeiras, a idade de corte do cultivo de eucalipto teria uma flexibilidade de 4 a 8 anos, dependendo da necessidade de geração térmica do país. Permitindo assim que a madeira seja armazenada na própria plantação. Estima-se a necessidade de geração de 10 GW de eucalipto com Armazenamento em Culturas de Energia para complementar o excesso de geração hidrelétrica durante o período chuvoso na Amazônia nos próximos 10 anos. O esquema de Armazenamento em Culturas Energéticas tem o potencial de aumentar o armazenamento energético do Brasil em 49,5%, ou seja 145 GWmed. Em um ano com baixa disponibilidade hídrica, este regime seria capaz de gerar 48 GWmed adicionais durante o período úmido, proveniente da biomassa armazenada. Seriam necessários 3 anos secos consecutivos para utilizar toda a biomassa armazenada nas culturas energéticas. A área plantada necessária para prestar o serviço energético acima é de 2,7 milhões de hectares, o que representa 36.8% do plantio de eucalipto já existente no Brasil. O artigo conclui que o gás natural é um investimento de risco no Brasil porque, se houver vários anos chuvosos consecutivos, a infraestrutura cara dedicada à geração de eletricidade com base a gás natural permanecerá sem uso. A plantação de biomassa, por outro lado, é um investimento flexível que pode variar de acordo com a necessidade de geração.

Read More →

Autores: Julian David Hunt (julian.hunt@ppe.ufrj.br), Marcos Aurélio Vasconcelos de Freitas, Amaro Olímpio Pereira Junior

Palavras-chave: , , ,

ESTIMATIVA DA GARANTIA FÍSICA DE USINAS HIDRELÉTRICAS COM DESPACHO NÃO CENTRALIZADO

Contrapondo a geração histórica à garantia física das usinas hidroelétricas não despachadas pelo operador nacional do sistema, observa-se que, recorrentemente, algumas destas usinas vêm gerando abaixo das suas respectivas garantias físicas. Neste contexto, tomando como base as diretrizes estabelecidas pelos agentes reguladores e considerando um histórico de vazões, apresentado no projeto básico da usina, propõe-se neste trabalho uma abordagem alternativa para o cálculo da garantia física destas usinas com despacho descentralizado, a partir do emprego da média harmônica ponderada.

Read More →

Autores: Cláudio Siervi Mota Júnior (claudio.siervi@wesee.eng.br), Ivana Costa Nasser, Marciano Morozowski Filho, Odilon Luís Tortelli

Palavras-chave: , , , , , ,

IMPACTO DA MEDIÇÃO INTELIGENTE NA CONFIABILIDADE DO SISTEMA DE DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA

Interrupções de energia são necessárias para que se façam obras de melhorias na rede de distribuição de energia, e também para que dispositivos de proteção atuem quando ocorre um defeito. Porém, é possível reduzir o tempo de interrupção no caso de uma ocorrência de longa duração se a concessionária obtiver a localização exata do problema. A troca de medidores convencionais por inteligentes deve proporcionar essa localização, com a consequente redução do indicador de duração equivalente de interrupção por unidade consumidora (DEC) e da energia não suprida (ENS) do sistema. Este trabalho tem como objetivo verificar o ganho em confiabilidade com a troca de medidores convencionais por inteligentes, por meio de cenários de trocas
determinados pelo Método de Monte Carlo, verificando o seu impacto no DEC e ENS em um determinado conjunto de UCs.

Read More →

Autores: Júlia Rambo Hammarstron (julia.rambo@hotmail.com), Alzenira da Rosa Abaide, Marcelo Weber Fuhrmann, Priscila Ebert

Palavras-chave: